quinta-feira, agosto 18, 2016


Oi pessoal, tudo bem?

Como prometido, hoje tem resenha de Loney Para quem não sabe, esta semana a Intrinseca organizou um especial bem bacana sobre o livro, que é uma das apostas da editora para este mês.

Título: Loney // Loney
Autor: Andrew Michael Hurley
Editora: Intrínseca
Páginas: 301
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.
O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.

A história de Smith (ou Tonto) e seu irmão, Hanny começa na década de 70, quando os dois foram levados para passar uma temporada em um antigo povoado, na Inglaterra, onde costumava-se fazer peregrinações. A mãe dos meninos é extremamente religiosa, daquelas fervorosas, e ela acredita que existe um santuário que pode ajudar Hanny, que é mudo, a se curar. No livro, Tonto relembra fatos de sua infância e este é o fio condutor da história. 

Um belo dia recebo um pacote da Intrínseca e, quando abro, tinha uma caixa linda com o livro Loney. Só a caixa e a capa já me deram a impressão do que o livro se tratava. Para completar, Loney tem o selo Stephen King de aprovação.  Pois é, trata-se de um livro de terror/ suspense. Para uma pessoa medrosa que só (como sou),  acabei ficando receosa com a leitura. Terror é completamente fora do meu eixo de conforto. Para ser sincera, não leio terror (e nem pretendo).  Mas resolvi dar uma chance à Loney, final, era só ler de dia, certo?

Para um livro vendido como “terror”, achei ele “tranquilo” (para a minha alegria) mas sei que quem curte esse gênero de horror/gótico/amolevarumsustinho pode acabar se decepcionando com o livro. Loney me lembrou o estilo de “As gêmeas do gelo”, da Bertrand ou “Caixa de Pássaros”, também da Intrínseca (ambos excelentes, aliás)

O autor aposta em uma atmosfera bem sombria. Misturar religião com suspense e Igrejas e padres é algo bem cliché, mas Hurley se sai bem. Vários mistérios rondam o povoado e você só quer saber quais são.

Esse não foi o livro mais simples que eu já li. É lento em algumas partes, o que, para um livro de suspense, é péssimo. O autor aborda muito a questão a religião, uma vez que a família do protagonista beira o fanatismo. A história não tem muitos personagens, o que é bom para manter o foco no desenrolar da trama. Nem todos são devidamente aproveitados, mas o livro manteve a sua linearidade e até que conseguiu me prender. Acho que por eu estar esperando algo super assustador, ler algo “não tão assustador assim”, me deixou “menos tensa” e me fez querer continuar na leitura.

Como narrativa é em primeira pessoa e o livro é bem descritivo. Acredito que o autor tenha optado por detalhar bem as coisas para facilitar a visualização do leitor e contribuir para um cenário mais sombrio. Apesar disto, não precisava de tanto, o livro ficaria mais enxuto e direto. 

No final, uma decepção.  Fica aquela sensação de mais perguntas que respostas resolvidas. O autor deixou muita coisa em aberto. Muitos livros de terror/suspense fazem isso, o próprio Caixa de Pássaros faz, mas, a meu ver, em Loney, essa opção deixou a desejar, não surtiu o mesmo efeito, infelizmente. 

O livro é bom, Raquel? É. Mas não espere algo assustador.  Foi uma leitura que me entreteve, apesar dos pontos ressaltados. Não é o meu preferido e acredito que existam outros livros melhores do gênero. Mas não foi uma leitura desperdiçada. 

Antes de terminar, preciso elogiar o trabalho da intrínseca com o livro. Sério, ficou lindo demais., super caprichado. Livro capa dura, com jacket e ainda com um preço super justo, o que sabemos que não acontece com frequência.

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