quinta-feira, agosto 25, 2016










Os alunos observaram a ação do fermento biológico , onde ocorre a liberação do dióxido de carbono e com isso a massa cresce, PROFESSORA ANDREIA

quinta-feira, agosto 18, 2016


Oi pessoal, tudo bem?

Como prometido, hoje tem resenha de Loney Para quem não sabe, esta semana a Intrinseca organizou um especial bem bacana sobre o livro, que é uma das apostas da editora para este mês.

Título: Loney // Loney
Autor: Andrew Michael Hurley
Editora: Intrínseca
Páginas: 301
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.
O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.

A história de Smith (ou Tonto) e seu irmão, Hanny começa na década de 70, quando os dois foram levados para passar uma temporada em um antigo povoado, na Inglaterra, onde costumava-se fazer peregrinações. A mãe dos meninos é extremamente religiosa, daquelas fervorosas, e ela acredita que existe um santuário que pode ajudar Hanny, que é mudo, a se curar. No livro, Tonto relembra fatos de sua infância e este é o fio condutor da história. 

Um belo dia recebo um pacote da Intrínseca e, quando abro, tinha uma caixa linda com o livro Loney. Só a caixa e a capa já me deram a impressão do que o livro se tratava. Para completar, Loney tem o selo Stephen King de aprovação.  Pois é, trata-se de um livro de terror/ suspense. Para uma pessoa medrosa que só (como sou),  acabei ficando receosa com a leitura. Terror é completamente fora do meu eixo de conforto. Para ser sincera, não leio terror (e nem pretendo).  Mas resolvi dar uma chance à Loney, final, era só ler de dia, certo?

Para um livro vendido como “terror”, achei ele “tranquilo” (para a minha alegria) mas sei que quem curte esse gênero de horror/gótico/amolevarumsustinho pode acabar se decepcionando com o livro. Loney me lembrou o estilo de “As gêmeas do gelo”, da Bertrand ou “Caixa de Pássaros”, também da Intrínseca (ambos excelentes, aliás)

O autor aposta em uma atmosfera bem sombria. Misturar religião com suspense e Igrejas e padres é algo bem cliché, mas Hurley se sai bem. Vários mistérios rondam o povoado e você só quer saber quais são.

Esse não foi o livro mais simples que eu já li. É lento em algumas partes, o que, para um livro de suspense, é péssimo. O autor aborda muito a questão a religião, uma vez que a família do protagonista beira o fanatismo. A história não tem muitos personagens, o que é bom para manter o foco no desenrolar da trama. Nem todos são devidamente aproveitados, mas o livro manteve a sua linearidade e até que conseguiu me prender. Acho que por eu estar esperando algo super assustador, ler algo “não tão assustador assim”, me deixou “menos tensa” e me fez querer continuar na leitura.

Como narrativa é em primeira pessoa e o livro é bem descritivo. Acredito que o autor tenha optado por detalhar bem as coisas para facilitar a visualização do leitor e contribuir para um cenário mais sombrio. Apesar disto, não precisava de tanto, o livro ficaria mais enxuto e direto. 

No final, uma decepção.  Fica aquela sensação de mais perguntas que respostas resolvidas. O autor deixou muita coisa em aberto. Muitos livros de terror/suspense fazem isso, o próprio Caixa de Pássaros faz, mas, a meu ver, em Loney, essa opção deixou a desejar, não surtiu o mesmo efeito, infelizmente. 

O livro é bom, Raquel? É. Mas não espere algo assustador.  Foi uma leitura que me entreteve, apesar dos pontos ressaltados. Não é o meu preferido e acredito que existam outros livros melhores do gênero. Mas não foi uma leitura desperdiçada. 

Antes de terminar, preciso elogiar o trabalho da intrínseca com o livro. Sério, ficou lindo demais., super caprichado. Livro capa dura, com jacket e ainda com um preço super justo, o que sabemos que não acontece com frequência.

Há 17 novas presenças na Feira do Livro do Porto, incluindo a Livraria Lello.


Quando abrir as portas, no dia 2 de Setembro, a Feira do Livro do Porto vai ter 17 novas ofertas para quem passar pelos jardins do Palácio de Cristal, até ao dia 18. Entre as novidades está a Livraria Lello, que regressa à feira e se vai instalar, pela primeira vez, na Avenida das Tílias, desde que a Câmara do Porto assumiu, em 2014, a organização do evento.
Entre os 131 pavilhões que vão estar na feira deste ano há outros rostos novos, como a Chiado Editora, a Bubok, o jornal Público ou a Ordem dos Arquitectos. Ao todo estarão nos jardins do Palácio de Cristal, numa disposição muito semelhante à do ano passado, 69 editoras, 26 livrarias, 16 alfarrabistas, 12 instituições e oito distribuidoras.
Sob o tema “A Ligação”, a feira irá homenagear este ano o escritor Mário Cláudio e será acompanhada da habitual programação cultural, cuja apresentação está agendada para 23 de Agosto.
Este ano, outra das novidades da feira são os horários que, fruto dos resultados obtidos nos inquéritos feitos aos participantes e da percepção da autarquia da afluência do público, sofrerão alguns ajustes. Agora, se trabalha nas proximidades do Pavilhão Rosa Mota e gostaria de aproveitar a hora do almoço para comprar um livro, já o poderá fazer, porque a Feira do Livro vai passar a abrir as portas, diariamente, ao meio-dia. À noite, por outro lado, pode ter que antecipar um pouco a visita, pelo menos entre domingo e quinta-feira, já que ela vai fechar mais cedo uma hora, às 21h. Às sextas-feiras e sábado mantém-se o encerramento às 23h.
A Câmara do Porto assume sozinha a organização da Feira do Livro da cidade desde 2014, depois de uma ruptura com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que, à semelhança do que ainda acontece em Lisboa, era também responsável pela organização da feira do Porto. Em anos anteriores já tinha havido uma série de conflitos entre a câmara e a APEL, o que levou a que, em 2013, a cidade nem sequer tivesse Feira do Livro, tendo organizado, em alternativa, um evento mais pequeno, o Letras na Avenida, na Avenida dos Aliados, onde a feira se instalara nos anos anteriores.

Desde 2014 que a feira se mudou para os jardins do Palácio de Cristal, onde tem recebido, segundo a autarquia, mais de 200 mil visitantes por ano. O período escolhido para a sua realização também foi alterado, passando de Maio para Setembro. O evento passou a ser marcado por um tema e pela homenagem a escritores marcantes da cidade, tendo-se centrado, no primeiro ano, na figura de Vasco Graça Moura (o tema era “Liberdade e Futuro”) e, no ano passado, de Agustina Bessa-Luís (“Felicidade”). Este ano o romancista portuense Mário Cláudio, vencedor de diferentes prémios, incluindo o Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLAB 2014 com Retrato de Rapaz é o homenageado devendo, como tem sido habitual, uma tília baptizada simbolicamente com o seu nome. (Jornal Público – 10 Agosto 2016)
Os dragões e demônios vieram para ficar. A Guerra agora é em casa. Derek e seus amigos descobrem que Ravenna não está derrotada e tem planos ambiciosos para nosso planeta. E os metalizados e seus dragões são a última esperança da humanidade.
Mundos de Dragões é o terceiro e último volume da aclamada série Legado Ranger, sucesso de Raphael Draccon pelo selo Fantástica Rocco. Depois de tomarem conhecimento de que são capazes de se unir aos dragões, os cinco metalizados precisam enfrentar as crias infernais de Ravenna para salvar um planeta que ainda não confia nestes novos heróis. Conheça:http://goo.gl/OkePF2

A história do jovem Johnny Bleas segue encantando os leitores no segundo livro da trilogia. Após o sucesso do primeiro volume, a continuação da obra intitulada Johnny Bleas – O Núcleo da Montanha, do autor João Gabriel Brene, traz as novas aventuras no mundo fantástico de Asterium.


No livro, Johnny continua sua missão pela ilha de Lunarium. Com a ajuda de antigos e novos aliados, o herói tenta impedir seu irmão gêmeo, Kourem – que está movido pelo desejo por poder – de encontrar os três fragmentos do coração de Asterium.

“Para o bem de nossa dimensão, a pedra conhecida como ‘coração de Asterium’ não mais ficará em posse da monarquia. A pedra de poder será dividida em três fragmentos, que permanecerão escondidos e protegidos em três pontos de Asterium. A pedra jamais deverá ser reunida novamente, pois seu poder é demasiado grande para estar sob controle de uma só pessoa ou reino.”

Em uma jornada até o núcleo da montanha, Johnny irá enfrentar duelos marcantes e surpreendentes. Repleto de personagens místicos, como elfos e duendes, Johnny Bleas – O Núcleo da Montanha, é o livro que vai agradar qualquer tipo de leitor, desde os mais jovens até os mais adultos. Marcada por adversidades e muita emoção, a narrativa criada por João promete inovar ainda mais o gênero fantasia na literatura brasileira. 

SOBRE O AUTOR: Determinado a expor sua criatividade, a fim de promover o poder da imaginação, João Gabriel Brene, escreve e conta obras de ficção e aventura desde a infância. Formado em Design de animação, especializou-se em efeitos visuais e 3D, em Los Angeles Califórnia. Ao voltar ao Brasil se dedicou ao empreendedorismo, computação gráfica e seguiu sua carreira acadêmica buscando ampliar seus horizontes com um master em marketing e gestão comercial. JG Brene é amante da arte, fã de cinema e grande apreciador de vinhos e boa gastronomia.

quinta-feira, agosto 04, 2016


E aí, galera, beleza?

Às vezes fico me peguntando o que seria de mim sem essa mulher maravilhosa chamada Colleen Hoover. Sim, porque ela é perfeita e escreve como ninguém. Cada livro é um close mais certo que o anterior. E "Talvez um dia", meus amigos... que livro! Li em maio e estou de ressaca até hoje. Leiam a resenha e depois corram para ler o livro.


Título: Talvez Um Dia // Maybe Someday
Autor (a): Colleen Hoover
Páginas: 368
Editora: Galera Record



Sinopse: Aos vinte e dois anos de idade, Sydney está desfrutando de uma grande vida: Ela está na faculdade, trabalhando em um emprego estável, apaixonada por seu maravilhoso namorado, Hunter, e é colega de quarto de sua melhor amiga, Tori. Mas tudo muda quando ela descobre que Hunter está traindo ela e ela é forçada a decidir qual será seu próximo movimento. Logo, Sydney encontra-se fascinada por seu vizinho misterioso e atraente, Ridge. Ela não consegue tirar os olhos dele ou parar de ouvir o jeito que ele toca seu violão todas as noites em sua varanda. E há algo sobre Sydney que Ridge não consegue ignorar, também. Após seu encontro inevitável acontecer, Sydney e Ridge encontram-se necessitando um do outro em mais do que uma maneira.



Abrir um livro novo da Colleen Hoover é sempre uma caixinha de surpresa. Não que eu não saiba o que me aguarda. Em linhas gerais, sempre me preparo para uma história que apresente um bom casal de protagonistas em um embate profundamente balanceado entre o drama e o romance. Mas, a cada livro que leio ainda me surpreendo com a profundidade dos personagens, a beleza da escrita da Colleen (que parece sempre superar os limites da perfeição) e as lições que acabam ecoando na minha cabeça, mesmo que eu já tenha finalizado a leitura há semanas.

Em maio chegou às livrarias pela Galera Record “Talvez um dia”, livro que conta a história de Sydney. Sua vida vira de pernas para o ar quando descobre que seu namorado a traía com sua melhor amiga (e companheira de apartamento). Irritada e sem ter para onde ir, ela acaba aceitando o convite de Ridge para passar temporada em sua casa. Ridge mora no prédio ao lado e a música é o elo entre os dois. Ele toca violão todos os dias na varanda enquanto ela costuma acompanhar a melodia e, muitas vezes, rascunha algumas letras. Sem nunca terem se falado, mas cientes de suas presenças a poucos metros um do outro, Ridge toma a iniciativa e pede a ajuda de Syd. Ele é o compositor da banda do irmão, mas, graças a um bloqueio criativo, não consegue manter o ritmo de produção. Sydney é a solução que procura e pode ajudá-lo a dar vida às melodias.

Muito além de apenas um bom enredo, “Talvez um dia” dá aos personagens uma trilha sonora densa que os acompanha, literalmente, ao longo de toda a obra. Isso porque Colleen Hoover firmou parceria com o cantor e compositor Griffin Peterson e ambos compuseram as músicas presentes no livro. A sensibilidade de Colleen somada ao talento inegável de Peterson resulta em letras ternas que dão à “Talvez um dia” um inesquecível ritmo cadenciado com nuances do country music.

A experiência é incrível. As músicas me ajudaram a mergulhar de cabeça no mundo de Syd e Ridge, como se os personagens existissem de verdade e estivessem bem ali, do meu lado. Impossível ler sem cantarolar ou ouvir as músicas sem relembrar o amor puro do casal. Está tudo intrinsecamente interligado. Destaque para “I’m in trouble”, que, assim como o título sugere, me deixou totalmente encrencada com este livro. Encrencada porque agora não consigo parar de pensar nele, que se tornou um dos melhores que li este ano. Encrencada porque o li em uma madrugada e já estou com saudades da história.

Sabe aquele aviso lá em cima de ressaca literária? Pois é. Depois de “Talvez um dia” foi muito (para não dizer) impossível, me apaixonar por outro livro.  Esta é, sem dúvida, uma das melhores histórias que li na vida. Posso ser suspeita para falar, uma vez que não nego o meu fascínio pela autora. Mas tá aí um livro que todo mundo deveria ler. Não sei se é o melhor da Colleen, porque eu também amo Sem Esperança, mas não consigo me lembrar de algum outro livro que tenha me deixado com uma ressaca tão ruim quanto este. 

É impressionante o quanto a Colleen consegue ser tocante e sincera no que ela escreve. Você esquece que está diante de uma história de ficção e quer, com toda a sua força, que tudo aquilo seja verdade. Ridge é fascinante.  Tá aí um livro que eu nunca vou esquecer. 

E as músicas? Estou escutando enquanto escrevo este texto, ao mesmo tempo em que acompanho a letra bem baixinho, para não atrapalhar as colegas da equipe.

Título: O apanhador no campo de centeio
Autora: J. D. Salinger
Editora: Editora do Autor
Páginas: 208
Ano: 2012
Gênero: Romance

Sinopse: À espera no centeio (O Apanhador no Campo de Centeio na edição brasileira) narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventude e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.
       " A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo" 

Faz exatamente dois anos que eu li uma resenha sobre o livro o apanhador no campo de centeio, após ler as vantagens de ser invisível que cita com uma das primeiras leituras de Charlie – para quem não sabe as vantagens de ser invisível é um livro repleto de indicações de livros considerados clássicos.
Apesar de ler algumas críticas negativas sobre o livro, eu insisti nele e devo dizer que não me arrependo. Eu sei que o conteúdo expresso nele é algo rotineiro para nós atualmente, mas devo lembrar que ele foi lançado em 1951 e o tema que ele abordava nem era sequer pensando pelas pessoas naquela época.
Eu penso que se for dar uma chance ao livro, leia-o com a mente voltada na década de 50 e não agora, porque se não vai achar ele um tanto previsível ou erradamente um clichê (coisa que ele não é). Lembre-se que um livro clássico em minha opinião, traz um tema que as pessoas não tinham visto falar – algo propriamente novo – ou fala algo que faz as pessoas pensarem sobre aquilo e que as mude, e também pode ser algo que aborde um assunto polêmico para determinada época.
O livro conta a história de Holden Caufield um jovem de 16 anos que após levar bomba em quase todas as matérias, em exceção inglês, decide sair da escola antes de acabar as aulas. Ele pretende passear em Nova York, esperando chegar o dia que as aulas acabem para voltar para casa e dar a notícia da expulsão para os pais. Parece bem normal, mas os pensamentos de Holden acerca do mundo, das pessoas é tão genuíno. E sempre ele comenta estar deprimido, e no livro você vai entender porque ele se sente dessa maneira.

“ Eu acho que nunca tive nada que me importaria muito de perder. " (Pág.91)
O que vemos no livro é um jovem totalmente perdido, igual a um jovem de 16 e isso ainda acontece, mesmo que os jovens hoje em dia tenham certeza para o futuro, mas ainda assim a mente é uma confusão.As incertezas, a busca por algo bom, a terrível realidade e os amigos que nem sempre compreendem. Tudo isso é mostrado, e é uma escrita tão simples que não percebemos a repreensão que o autor nos dá por trás das palavras. Ele quer mostrar que Holden é um jovem excepcionalmente bom, ele só passa por “aquela fase da adolescência” que não era entendida naquela época. Até os personagens não entedia essa fase confusa, e Holden é constantemente julgado durante todo o livro.

O livro é curtinho só tem apenas 208 páginas,a leitura no começo é um pouco complicada, por conta das gírias e a pontuação, mas depois que entendemos a cabeça do personagem fica muito mais fácil de ler.

E aí, pessoal, tudo bem?

Hoje vou falar de um livro que me surpreendeu bastante. Para quem gosta de fantasia com protagonista forte que só, vocês não podem deixar de ler "A rebelde do deserto". Foi difícil escrever essa resenha, como sempre é quando gostamos da leitura. Mas espero que eu tenha conseguido transmitir um pouco de tudo o que senti para vocês.


Título: A rebelde do deserto // A rebel of the sands
Autor: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 288
Livro cedido em parceria com a editora 


Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.



Mais uma indicação acertada da Diana, das parcerias da Companhia. A Rebelde do Deserto é uma fantasia super envolvente que se passa no deserto de Miraj. A protagonista, Amani, tem o sonho de fugir de lá. Ela mora com os tios desde que seus pais faleceram, o que não é nada fácil. O fato de ser mulher não ajuda muito. Ela sempre foi maltratada e explorada, aliás, não só a jovem, mas todas as mulheres, fruto da sociedade machista em que estão inseridas. Mas Amani aprendeu a se defender (ainda bem). Ela está decidida a ir embora e, para isso, terá que se disfarçar para seguir em busca de um novo destino. Seu desafio é vencer uma terra mágica, com seres sobrenaturais sinistros e ainda decidir de que lado estará durante a guerra.

O resultado é livro intenso, com muita ação, um toque de mistério, alguns romances e certas críticas sociais, ainda que bem sutis. O que eu mais gostei no livro. Além da história, é claro, é de termos, novamente, uma protagonista forte que sabe que o seu lugar não é ali, sendo uma submissa, explorada. Amani tem a consciência de que ninguém é capaz de dizer o que ela tem que fazer porque ela também é uma pessoa racional, capaz de tomar suas decisões. E é por isso que ela segue seu rumo, sem desistir dos seus objetivos. É fácil? Claro que não é. Como leitora, sofrei, xinguei, amei junto da personagem. Ela caminha em uma jornada de autoconhecimento super bacana.





















O deserto em questão é um paralelo ao Oriente Médio, com seus costumes, tradições e, principalmente, com as guerras religiosas. Sabe aquela fantasia com fundo de realidade? Pois é, este é “A Rebelde do deserto”. Claro que o que mais chama a atenção é o temperamento da protagonista. E como precisamos de mais personagens fortes como Amani por aí! Ela é simplesmente incrível!!

Com o seu texto reflexivo e a narrativa ágil, a obra me deixou encantada e totalmente vidrada. A autora consegue envolver o leitor e surpreender em várias partes. Achei o final um pouco corrido demais para um livro que prezou tanto pelos detalhes. Mas ainda assim é impossível não ficar minimamente curioso para o que vem a seguir.

Para quem não curte livros com romances melosos, "Rebelde do deserto" é o que você procura. Tem romance? Tem, mas é tudo bem sutil, sem deixar que a história saia do rumo. Adorei o relacionamento de Jim e Amani. Não é aquela paixonite a primeira vista irritante. É um amor doce, com grande cumplicidade. 

"A rebelde do deserto" é recheado de reviravoltas e personagens incríveis. Este é apenas o primeiro livro de uma trilogia. Leiam e se surpreendam, como eu

# Semana Loney // Terror psicológico

E ai, pessoal?

Essa semana a Intrínseca organizou com os seus parceiros um especial do livro Loney, cuja resenha vocês conferem na sexta-feira, então voltem aqui para lerem o que eu achei. Mas em linhas gerais, trata-se de um terror psicológico. Eu sou uma pessoa medrosa? Eu sou uma pessoa medrosa! Mas até que eu gosto de um suspense psicológico. E você, gosta também?

Existe uma linha tênue que separa o terrorzão clássico (O exorcista, Pânico, e todos os discípulos do King) daquele terror que mexe mais com a sua cabeça, que faz o seu inconsciente. Falar de um terror/suspense psicológico é ir além de uma carnificina, massacre da serra elétrica, zumbis comedores de cérebro, criancinhas psicopatas e bonecos assassinos. 

Muitas das vezes, a simples sugestão de que algo não está certo surte um efeito bem mais devastador que uma cena de susto ou sangue. Quando o medo está implícito, as chances dele ficar com você depois de ver o filme ou ler um livro, são muito maiores.

Loney é exatamente assim. O livro traz as lembranças de Tonto da época em que ele, seu irmão mudo e sua mãe extremamente religiosa, fizeram uma peregrinação até um povoado na Inglaterra, na década de 70. Claro que o local é sinistro, a atmosfera é sombria e você vai ficar o livro inteiro com os olhos atentos, esperando por algo terrível que pode acontecer, mas você não sabe quando isto pode acontecer. 

Como este livro, existem vários outros que seguem o gênero de terror psicológico. Por isso, separei algumas dicas por aqui.

Garota exemplar





Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?



Caixa de pássaros





Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.



As gêmeas do gelo




Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?

Marcador | As Sombras da Dúvida de Tom Rob Smith (Novidades)

As Sombras da Dúvida 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 280
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541421
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 235 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português
Literatura > Policial e Thriller
Pré-lançamento - a partir de 03-08-2016

Sinopse

Com um telefonema, tudo muda. «A tua mãe não está bem», diz o pai a Daniel. «Tem andado a imaginar coisas. Coisas terríveis… Teve um esgotamento psicótico e foi internada num hospital psiquiátrico.»
Confrontado com esta notícia, Daniel prepara-se para partir apressadamente para a Suécia, no primeiro voo disponível. Contudo, antes de entrar no avião, o pai volta a ligar-lhe, com notícias ainda mais preocupantes: a mãe teve alta do hospital, e ele não sabe onde ela está.

Entretanto, Daniel recebe uma chamada da mãe: «De certeza que o teu pai já falou contigo. Tudo o que esse homem te disse é mentira. Não estou louca. Não preciso de um médico. Preciso da Polícia. Estou prestes a embarcar para Londres. Vai ter comigo.»

Sem saber em quem acreditar ou confiar, Daniel vê-se relutantemente no papel de juiz e júri da sua mãe, quando ela lhe revela uma história angustiante de segredos e mentiras, e de um crime e de uma conspiração terríveis, nos quais o seu próprio pai está envolvido.



Tom Rob Smith nasceu em 1979, em Londres, cidade onde vive.
Licenciado por Cambridge, em 2001, passou um ano em Itália com uma bolsa de estudos em escrita criativa e trabalhou como argumentista durante os últimos cinco anos.
O seu primeiro romance, A Criança N.º 44, esteve na lista para o Man Booker Prize em 2008, na lista para o Costa First Novel Award e para o Desmond Elliott Prize inaugural e venceu o Ian Fleming Steel Dagger Award, da Crime Writer’s Association, pelo melhor romance de aventura/thriller de 2008

Codinome Pandora, lançamento da Editora Pandorga, possui uma narrativa que irá encantar e instigar os leitores. Com apenas 16 anos, a pernambucana Thyaly Jéssica Diniz estreia no mercado literário com um livro recheado de mistérios e conspirações.


A trama conta a história de Alice Carter, uma jovem britânica que cresceu em um mundo problemático, e possui uma infância repleta de traumas. Sem o pai, que a abandonou junto ao irmão, e sem a mãe, que faleceu enquanto ainda era criança, ela encontrou na NSI (National Security Investigation – agência secreta do governo britânico) uma forma de abandonar os fantasmas do passado.

“De um lado, sou uma espiã adolescente; do outro, sou uma adolescente normal, típico clichê.”

Adotando o codinome Pandora, a personagem tentará dosar sua vida entre o mundo da espionagem e o mundo onde é apenas uma adolescente prestes a terminar o Ensino Médio. Nas páginas da obra, Alice terá que lidar com o próprio gênio difícil para não afastar aqueles que ela ama. Além disso, ela conhece Robert Johnson, um garoto misterioso que desperta um turbilhão de sentimentos na jovem espiã.

“O tal Johnson tinha um cheiro bom, isso eu não podia negar. O hálito quente com um cheiro de menta batia em meu pescoço, fazendo meus pelos da nuca se eriçarem.”

Codinome Pandora traz para o leitor detalhes intrigantes e cheios de emoção sobre a vida da protagonista. O livro é repleto de reviravoltas e ameaças eminentes vindas do passado de Alice. Por fim, ela terá que decidir se deve fugir ou enfrentá-las de uma vez por todas, mesmo que isso lhe custe perder os dois mundos. 

SOBRE A AUTORA
Thyaly Jéssica Diniz Lima, nascida em 1998, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, interior de Pernambuco, estuda Direito na Universidade Católica de Pernambuco. Escreveu essa história quando tinha 16 anos, e escreve desde os 12, quando aprendeu que sua imaginação poderia fazê-la viajar por todo o mundo sem sair do lugar. Apaixonada por leitura e escrita, encontrou nas palavras uma forma de expressar para o mundo aquilo que sente. Louca por sua família, livros, séries e pessoas que queiram compartilhar conhecimento, pois tem uma sede insaciável de aprender

Título: Holocausto Brasileiro
Autora: Daniela Arbex
Editora: Geração Editorial
Páginas: 256
Ano: 2013
Gênero: História/Documentário

Sinopse: Neste livro-reportagem fundamental, a premiada jornalista Daniela Arbex resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da nossa história: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Ao fazê-lo, a autora traz à luz um genocídio cometido, sistematicamente, pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, funcionários e também da população, pois nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a omissão da sociedade.
Pelo menos 60 mil pessoas morreram entre os muros da Colônia. Em sua maioria, haviam sido internadas à força. Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos 33 eram crianças.
Já no prefácio deu para perceber que essa história é dramática, revoltante e ao mesmo tempo instigante, gosto de documentários sobre assuntos polêmicos e pesados, mas que fazem parte da nossa história.

No primeiro capítulo conhecemos Marlene, ela foi contratada como atendente psiquiátrica, a maneira como ela descreve o que viu assim que entrou no pavilhão onde trabalharia é algo assustador, são vários homens muito magros, nus, atirados no chão em meio a um monte de capim.
Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental. Eram epiléticos, alcoolistas, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava, gente que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas, violentadas por seus patrões, eram esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, eram filhas de fazendeiros as quais perderam a virgindade antes do casamento. Eram homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos trinta e três eram crianças.
O Colônia começou a receber cada vez mais gente e para se ter espaço foram colocados capim nas alas para os internados ali dormirem em cima, sem camas, mais espaço, mais gente vinha para o Colônia. Gente é estarrecedor saber de algo assim, eu me sinto culpada por não ter tido contato com essa história antes. 

Muitas pessoas chegaram até o Colônia de trem, chamado de ‘Trem de Doido’. Quando embarcavam, muitos não sabiam para onde iriam, mal sabiam que estavam sendo levados para um verdadeiro campo de concentração.

Conforme a leitura vai evoluindo vamos conhecendo várias pessoas que passaram pelo Colônia e cada vez mais essa história me deixava triste, teve um momento que me bateu um desespero e comecei a chorar sem parar.

Antônio viveu no Colônia por 34 anos e quando saiu foi difícil se reintegrar à sociedade, estava desacostumado a ser livre e quase sempre sonhava com as sessões de eletrochoque.

Um dos funcionários conta que a medicação e o eletrochoque eram usados muitas vezes não como tratamento e sim como punição, como intimidação.

As pessoas participavam das sessões de eletrochoque aleatoriamente, funcionárias da cozinha foram sorteadas para presidir uma sessão, isso é um absurdo, um descaso com a vida humana, muitos não sobreviviam a carga alta.

Chiquinha trabalhou no refeitório do Colônia, mas conviveu desde os 10 anos com o local, sua mãe trabalhava lá e ela ia levar marmita e ajudava, só não entendia porque aquelas pessoas eram privadas de liberdade.

Mesmo que aquele lugar tirasse a dignidade, a liberdade de todos eles o mais incrível é ver que muitos se ajudavam, muitos tiravam a roupa para fazer uma fogueira, pois eram deixados à noite do lado de fora, ajudavam quando alguém estava doente, isso mostra que nem todos os sentimentos eram tirados daqueles que sofriam ali dentro.

Uma mulher grávida em busca de proteger o seu filho, passava as próprias fezes na barriga, assim os funcionários não se atreviam a chegar perto.